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segunda-feira, 14 de novembro de 2005

A conferir

OGLOBO:

Os reservas do titular da Fazenda


ALOIZIO MERCADANTE

O senador e líder do governo sempre criticou a política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva, sobretudo as taxas de juros e as metas de inflação. Por isso, é visto mais como uma especulação política. Sua escolha poderia sinalizar uma inflexão do presidente, apontando para alterações no atual rumo. Tem intimidade com o presidente, trânsito com o PT e com a oposição, com a qual tem obtido acordos no Senado em torno de projetos importantes do governo, como as PPPs e as reformas.

MURILO PORTUGAL

O ex-secretário do Tesouro de Fernando Henrique não tem qualquer proximidade com o PT ou com o presidente Lula. Governo e oposição acham que não resistiria a uma disputa interna no governo, com, por exemplo, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Mas é o nome preferido de Antonio Palocci para levar adiante a política econômica de ajuste fiscal rigoroso. Tem bom trânsito e diálogo em organismos internacionais essenciais para o país.Também tem um bom convívio com o PSDB.

AFFONSO CELSO PASTORE

Foi presidente do Banco Central entre setembro de 1983 e março 1985 no governo de João Figueiredo, o último do regime militar. É considerado um dos principais economistas do país. Sua escolha seria a conseqüência da necessidade de o presidente Lula mandar um claro recado para o mercado e os meios políticos: a mensagem seria de que a austeridade fiscal pregada pelo atual ministro será mantida mesmo com a saída de Palocci e durante o ano eleitoral.

DELFIM NETTO

O deputado do PP de São Paulo foi chamado de czar da economia durante o regime militar. Foi ministro da Fazenda entre 1967 e 1974 e ministro do Planejamento em 1979, no mesmo governo Figueiredo em que Pastore comandou o BC. No início do governo Figueiredo, também foi ministro da Agricultura. A justificativa para a volta de Delfim ao comando da economia, no governo de Lula, seria dupla. Além de indicar o propósito de manutenção da política econômica, ele também é respeitado no meio político.

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Política e Economia

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